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PESQUISA APONTA INSATISFAÇÃO GENERALIZADA COM SERVIÇOS DA ÁGUAS DO PARÁ; 45% CONSIDERAM CONCESSÃO “PÉSSIMA”

  • Foto do escritor: Equipe Doxa
    Equipe Doxa
  • há 2 horas
  • 4 min de leitura

Levantamento feito com consumidores de dez estados, sendo 81% no Pará, revela que falta de água frequente, cobranças elevadas e baixa resolutividade do atendimento são os principais problemas apontados pelos clientes da AEGEA

 

Doxa realizou uma pesquisa de avaliação dos serviços de abastecimento de água prestados pela AEGEA – que no Pará opera como Águas Pará – mostra um cenário de forte insatisfação entre os consumidores. Realizada em dez estados (81,2% delas no Pará), a sondagem indica que, na avaliação geral dos serviços, 41,9% dos entrevistados classificam a concessionária como “péssima” e outros 22,2% como “ruim”, somando 64,1% de avaliações negativas. Apenas 8,5% consideram o serviço “bom” e 7,7% “ótimo”.

A AEGEA venceu uma concorrência para atuar como concessionária da distribuição e produção de água em 126 municípios paraenses. Na Região Metropolitana de Belém, a COSANPA ainda fica responsável pela produção da água, enquanto a Aguas Pará pela distribuição. Nos demais municípios a Águas Pará é responsável pela captação e distribuição de água nas zonas urbanas dos municípios. A pesquisa, no entanto, revela que a percepção do público é crítica em praticamente todos os aspectos avaliados.

Concessão avaliada como “péssima” por quase metade dos paraenses

Entre os consumidores do Pará, 64,5% sabem que a Cosanpa (estatal) ainda é a responsável pela produção da água na RMB, cabendo à Águas Pará apenas a distribuição. Apesar desse conhecimento, a opinião sobre a concessão é dura: 45,2% a classificam como “péssima”, 21,5% como “regular” e 19,4% como “ruim”. Apenas 8,6% disseram “bom” e 5,4% “excelente”.

Falta de água e interrupções prolongadas são rotina

Uma parcela expressiva dos clientes convive com desabastecimento constante. 23,9% afirmam que falta água “todo dia / não tenho água regular” – o maior percentual entre as opções. Outros 18,8% reportam falta “frequentemente (1 a 2 vezes por semana)” e 18,8% “muito frequentemente (quase todo dia)”. Apenas 8,5% dizem que nunca falta água.

Quando a interrupção ocorre, a duração costuma ser longa: 35% relatam que a falta dura “mais de 12 horas”, seguido de 29,9% com duração “de 2 a 6 horas” e 19,7% com “de 6 a 12 horas”. Somente 7,7% disseram que nunca falta (não se aplica).

Qualidade da água: mais da metade considera ruim ou péssima

A água que chega às casas também é alvo de críticas. 28,2% dos entrevistados classificam a qualidade (cor, cheiro, gosto) como “ruim” e 24,8% como “péssima” – totalizando 53% de insatisfação. Já as avaliações “boa” (13,7%) e “excelente” (10,3%) somam apenas 24%.

Atendimento ao cliente e resolução de problemas: o “vou ver” predomina

O serviço de atendimento – telefone, aplicativo, chat – foi avaliado como “péssimo” por 29,1% e “ruim” por 19,7% (total de 48,8%). Outros 19,7% disseram “nunca precisei”. Apenas 12,8% consideram “bom” e 3,4% “excelente”.

Quando um problema é reclamado, a situação não é animadora: 26,5% afirmam que a empresa “nunca resolve / fica no ‘vou ver’” – a maior frequência entre as respostas. Outros 29,1% nunca reclamaram. Entre os que obtiveram algum desfecho, 21,4% disseram que a solução veio em “de 2 a 5 dias” e apenas 11,1% em “até 24h”.

Conta acima do justo e aumentos anormais sem melhoria

O valor da conta de água é outro ponto de atrito. 42,7% dos consumidores consideram o valor “acima do justo” e 24,8% “muito acima do justo”, totalizando 67,5% com percepção de preço excessivo. Apenas 26,5% acham o valor “justo (adequado ao serviço)”.


Perguntados se já notaram aumento anormal na tarifa mesmo sem melhoria no serviço, 31,6% responderam “sim, constantemente” e 32,5% “sim, algumas vezes” – ou seja, 64,1% já perceberam reajustes sem contrapartida. Sobre cobranças acima do normal (reajustes abusivos ou taxas extras), 28,2% disseram que ocorreram “várias vezes” e outros 28,2% “uma ou duas vezes”. Apenas 41,9% negaram esse tipo de cobrança.

Pior problema: falta de água lidera as reclamações

Em perguntas abertas, os consumidores relataram os piores problemas enfrentados. A falta de água foi citada por 17,9% das pessoas – a queixa mais frequente. Outros relatos incluíram “água suja”, 3,4%, “não solucionam nenhum problema”, 4,3%, “tarifa alta”, 3,4% e “cobrança indevida”, 0,9%. O alto índice de respostas “NS/SR”, 69,2% pode indicar que muitos não se sentiram à vontade para detalhar.

Perfil dos entrevistados

A pesquisa ouviu 62,4% de homens e 37,6% de mulheres. A faixa etária predominante é 45 a 59 anos (43,6%), seguida por acima de 59 anos (19,7%). Quanto à escolaridade, 36,8% têm ensino superior, 35% pós-graduação e 27,4% ensino médio – o que mostra um público com relativamente alto nível de instrução. A maioria, 81,2%, reside no Pará; os demais estão distribuídos em outros nove estados (BA, CE, MA, PE, PI, RN, SE, TO, AM).

Metodologia

O levantamento foi realizado com consumidores dos serviços da AEGEA em dez estados brasileiros, via whatsapp e redes sociais, com predominância de respondentes do Pará. Os dados foram coletados por meio de questionário estruturado, abordando desde a frequência de falta de água até a percepção sobre preços e atendimento. Os resultados refletem a opinião do grupo consultado, não necessariamente representativa da totalidade dos clientes da concessionária.



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